Tranquei as portas
Refiz tuas malas
Xinguei teus passos
Descarreguei as balas
Passional demais, eu sei…
Sempre “demais”, sempre!
Basta!
Eis o gran finale desta farsa
Sou o fogo, o sim e a querência
e sempre só, sempre sozinho…
mesmo contigo, ai de mim…
Não sou sofá, e sim trampolim
Tive o bom e o meia-boca
Fui santo, você, louca
Quanta ingenuidade!
Quis meus verdadeiros erros
à tua falsa felicidade…
A quantas loucuras temos direito?
Minha parte eu devoro depois…
Estou arrotando queixas pelos sons
mudos e luzes cegas dos nascentes…
Nem vem querer-me queimar na fogueira!
Tuas vaidades têm destino inferior ao show
pirotecnico do feitiço que lança…
Lembre-se: meu id é ígneo, criança!
E ainda antes do tudo e o nada, eu sou.
Eu estou!
E ai de quem não tem nada com isso…
Ainda sou meu maior compromisso!
Estrangulei os laços
Falei àquele palavrão
Abri os braços, enfim,
Virei “não”!
[[ ¨Não¨, dinnho pereira ]]
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